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Nossa História

Companhia Teatral da Antiga Capital Federal.

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Fixado na parede, cartaz da estréia do espetáculo

"O Buraco" - 2002

A escolha do nome:

Acho que primeiro devemos começar a contar a nossa história pela escolha do nome.

Em 1992, Marcia Aicram, José Montteiro, Reynaldo Barreto Lisboa, nos encontraram em um curso de Teatro da Escola de Artes Barbosa Leite, em Duque de Caxias - município da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. As aulas eram ministradas pelo ator e diretor Guedes Ferraz, no TEMAM - Teatro Municipal Armando Melo; um pequeno e aconchegante teatro de bolso, inaugurado em 1967 - foi a primeira sala de espetáculos pública da cidade -, abrigado no shopping center Caxias. Mas, não se iluda com a palavra shopping tendo por referência os grandes conglomerados comerciais da atualidade; o shopping center de Duque de Caxias é uma galeria de lojas e, ao seu redor está instalada a principal rodoviária do município.

Marcia e Reynaldo já se conheciam e faziam parte do Grupo Teatral Girando em Torno de Nós. Conheceram José Montteiro no curso do TEMAM. Montteiro, como o chamávamos, vai integrar o elenco do "Girando" e juntos participam da montagem de "A Menina e o Vento" de Maria Clara Machado. A amizade cresce  e a relação profissional começa a tomar forma com a montagem do texto teatral de Arthur Azevedo "A Capital Federal", sob direção de Guedes Ferraz. É daí que vem o nome da Companhia. O sentido se completa com o fato de o Rio de Janeiro ter sido a capital do Brasil desde o século XVIII, ainda colônia, até o início da segunda metade do século XX. Por este motivo, desde 2002 Nós Somos a Companhia Teatral da Antiga Capital Federal.

Em tempos de Internet, e como estratégia, adotamos a forma resumida Cia da Capital para toda nossa comunicação.

O nascimento da Cia:

Com a finalização do Curso no TEMAM, após a montagem da peça "A Capital Federal", Guedes Ferraz convida seus alunos para participarem de um Grupo. 21 atores recém formados compareceram ao chamamento. Destes, 11 fizeram parte do primeiro ano de trabalho do Grupo Teatral TSC - Tudo Sob Controle. E lá estavam eles; Marcia Aicram, José Montteiro e Reynaldo Barreto Lisboa. Foram 10 anos de trabalho em grupo ininterruptos. Sem dúvida o TSC foi a nossa grande escola. Ali foram diversos trabalhos, diversos festivais e alguns prêmios.

Em 2001 o TSC começa a passar por uma reestruturação. Momento em que nossos personagens, coincidentemente, decidem deixar o grupo. Reynaldo e Marcia, que haviam casado naquele mesmo ano, não pensavam em parar suas carreiras. Então, convidaram José Montteiro para um novo trabalho; a montagem da peça de absurdo "O Buraco", um texto escrito por Reynaldo. E assim, no dia 11 de junho de 2002, nasce a Companhia Teatral da Antiga Capital Federal com a estréia do espetáculo "O Buraco", no Teatro SESI Caxias, tendo no elenco Marcia Aicram e José Montteiro, sob a direção de Reynaldo Barreto Lisboa.

A continuidade:

O primeiro ano da Companhia foi maravilhoso. O espetáculo de estréia foi muito bem recebido pelo público e até mesmo por colegas da classe. Guedes Ferraz, ex professor e diretor, deu o seu aval. Ediélio Mendonça, grande nome do teatro duquecaxiense, disse palavras lindas no segundo dia de apresentação; Ediélio nunca assiste estreias. Educadores, artistas, poetas, publico em geral, todos foram muito generosos conosco, como se estivessem vendo um bebê através do vidro de um berçário na maternidade. 

Vieram os primeiros prêmios da Companhia em Festivais e o reconhecimento crescia.

Em setembro deste mesmo ano, Reynaldo atende ao convite para assumir o Departamento de Elenco da TPA - Televisão Pública de Angola, e faz a sua primeira incursão no continente africano. Embora tenha sido uma conquista individual maravilhosa, em alguma medida isso impactou a continuidade do trabalho, recém iniciado, da Cia. Apesar disso o trabalho não parou. José Montteiro e Marcia Aicram, apoiado por técnicos colaboradores da época, deram continuidade e levaram o espetáculo para outras praças e para festivais.

A primeira interrupção do trabalho da Cia ocorreu no ano seguinte com a ida da Marcia para um Projeto Social em Angola.

José Montteiro também precisou se ausentar do Rio, por questões familiares.

 

Apesar de, em Angola, Reynaldo e Marcia estarem fazendo a manutenção do nome da Companhia, com oficinas e  palestras, a retomada da atividade no Brasil só se deu em 2006. O casal retorna ao Brasil, em 2005, para o nascimento de seu filho e resolvem ficar e iniciar uma nova temporada do espetáculo que havia sido interrompido. Como José Montteiro também estava fora do Estado, Reynaldo e Marcia mudam-se para Rio das Ostras e realizam a segunda temporada da peça "O Buraco" (2006-2009); desta vez com o, então jovem ator, Ritcheli Santana. A Estreia foi em 2006, no Palco do Teatro Popular de Rio das Ostras, dentro do II Festival Nacional de Teatro deste município. E a estréia não poderia ter sido melhor; a Companhia conquistou os prêmios de melhor texto, melhor cenário, melhor ator e melhor espetáculo.  Enfim, estávamos de volta!

A partir daí, entre idas e vindas do território africano, a Companhia Teatral da Antiga Capital Federal - agora também Cia da Capital -, passa a produzir com mais regularidade e se firma como um coletivo teatral que tem como principal característica o trabalho autoral. Em 2017 em comemoração aos 15 anos da Companhia, produzimos 3 novos espetáculos, retomamos a peça "O Buraco", desta vez com o ator Marcelo Evangelista, e fizemos a manutenção de outros dois espetáculos: "Tertuliano e Anatércia" e o infantil "Margarida e o Espantalho".

 

Histórico de Montagens:

  • "O Buraco". Texto e Direção de Reynaldo Barreto Lisboa - 2002-2003 e 2006-2009;

  • "Estou indo embora não me peça pra voltar e depois que eu tiver ido não me peça pra ficar". Texto e Direção de Reynaldo Barreto Lisboa.- 2009;

  • "Os Marias". Texto e Direção de Reynaldo Barreto Lisboa - 2010;

  • "A Ferrovia que Cortava a Cidade". Texto e Direção de Reynaldo Barreto Lisboa - 2011;

  • "Tertuliano e Anatércia". Texto e Direção de Reynaldo Barreto Lisboa - 2014;

  • "Margarida e o Espantalho" (retomada). Texto e Direção de Reynaldo Barreto Lisboa - 2015;

Espetáculos comemorativos aos 15 anos da Companhia:

  • "O Auto da Camisinha" Espetáculo de Rua. Texto de José Mapurunga e Direção de Reynaldo Barreto Lisboa - 2017;

  • "Arlequino Menino". Texto e Direção de Reynaldo Barreto Lisboa - 2017;

  • "Aqui não é Burkina Faso". Texto e Direção de Reynaldo Barreto Lisboa - 2017;

  • "O Buraco" (retomada). Texto e Direção de Reynaldo Barreto Lisboa - 2017

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