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2002-2021

Espetáculos:

A Ferrovia Que Cortava a Cidade.

Sobre o texto: Até que ponto o medo e as incertezas plantadas em nossas vidas desde a infância podem interferir em nosso futuro e influenciar a formação do nosso caráter, da nossa personalidade? Partindo deste questionamento o autor nos apresenta duas personagens que, sob uma lente aumentada, vivem enclausuradas fisicamente e psicologicamente, uma por conseqüência e a outra por opção. A Ferrovia que Cortava a Cidade, de Reynaldo Barreto Lisboa, é um texto que passeia por gêneros dramáticos como o expressionismo, o absurdo e também apresenta fortes características do realismo poético. O autor mescla alguns elementos em uma abordagem psicológica, poética e simbolista, alterando sensivelmente a narrativa clássica - já que o fim é uma sugestão para o recomeço - para contar a história de duas irmãs que sofrem um trauma na infância; o que desencadeia uma avalanche de mentiras com o único objetivo de conter as lembranças do passado. Medo, mentira, amizade e amor são os ingredientes que vão gerar os conflitos da trama que se passa em uma melancólica cidadezinha cortada por uma ferrovia. 

Sinopse: Quando as nossas mentiras se transformam em nossas verdades as conseqüências podem ser irreversíveis. Duas irmãs marcadas por um trauma na infância descobrem que suas lembranças atormentam, perturbam e aprisionam, mas também descobrem, nestas mesmas lembranças, a possibilidade de se libertarem. 

Elenco: Aline Garcia e Marcia Aicram.

Ficha Técnica:

Cenário: Reynaldo Barreto Lisboa

Cenotécnica: Aline Garcia

Figurinos e Adereços: Lucia Reis

Iluminação: Reynaldo Barreto Lisboa

Músicas: Joel Bezerra

Produção: Marcia Aicram

Texto e Direção: Reynaldo Barreto Lisboa

Os Marias.

Sobre o texto: “Os Marias” é um texto despretensioso, apesar da crítica política e social, ingredientes indispensáveis ao gênero cômico. O texto narra à história de João Maria e José Maria; bons amigos que por causa da vaidade e da futilidade de suas senhoras, respectivamente, Maria João e Maria José, são envolvidos em uma disputa política que só não é mais acirrada por conta da grande amizade que há entre os senhores. Como referência o autor resgata as medievais cantigas de maldizer do trovadorismo, primeira expressão literária portuguesa, porém o que motivou esta formatação linguística não foi à riqueza épica, mas sim o fim a que se propunham tais cantigas e sob este aspecto o texto se mantém fiel. Outra característica do texto é a ausência dos gerúndios, menção direta a nossa origem lusófona.

Sinopse: João Maria é casado com Maria João.

Já Maria José é casada com José Maria. 

João e José trabalham juntos no pomar. 

Maria e Maria são donas de casa e fazem guloseimas para vender. 

Maria João é muito carinhosa com seu marido. 

Maria José também o é com o seu.

José Maria é um homem simples. 

João Maria também. 

Isso é o bastante para eles...

Não para elas.

Elenco: Fernando Fintelmann, Marcela Jorge, Marcia Aicram e Ritcheli Santana. 

Ficha Técnica:

Sonoplastia e Preparação Corporal: Ritcheli Santana

Cenário e Iluminação: Reynaldo Barreto Lisboa

Cenotécnica: Lucia Reis

Pesquisa, Concepção e Confecção de Figurinos e Adereços: Lucia Reis

Maquiagem: Fabiane Pimentel e a Cia

Produção: Marcia Aicram

Texto e Direção: Reynaldo Barreto Lisboa

Estou indo Embora não me peça pra ficar e Depois que eu tiver Ido não me Peça pra Voltar.

Sobre o texto: Mesclando os gêneros realismo poético e teatro do absurdo, “Estou indo embora...” é encenado com a platéia no palco, o que permite maior proximidade entre atores e público. O espetáculo aborda a fragilidade das relações humanas por intermédio do encontro de três personagens que acabam de passar por um insucesso amoroso. Eles se encontram na estrada, cada um com sua bagagem, e decidem seguir juntos, mas com uma condição: ao longo do percurso devem abrir as próprias malas, revelando assim quem são.

Sinopse: Tendo como pano de fundo o insucesso em seus relacionamentos, os personagens discorrem sobre destino, medos e dúvidas enquanto buscam por novos caminhos. Poesia e delírio com doses homeopáticas de lucidez são elementos utilizados para revelar ao público o conflito individual dos personagens.

Elenco: Marcela Jorge, Marcia Aicram e Ritcheli Santana.

Ficha Técnica:

Sonoplastia e Trilha Sonora: Ritcheli Santana

Videografismo: Adriano Nogueira

Contrarregragem e Projeções: Fernando Fintelmann

Ambientação e Iluminação: Reynaldo Barreto Lisboa

Figurinos e Adereços: A Cia.

Consciência Corporal: Ritcheli Santana

Produção: Marcia Aicram

Texto e Direção: Reynaldo Barreto Lisboa

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